
Às vezes até eu dou comigo em doida , que raiva de mim própria ...
Pqê, pqê?
Pqê, pqê?
Pq sou demasiadamente racional ...
Para quê pensar tanto, colocar-me tanta pergunta acerca do que sinto ou não por alguém, da razão porque agi “assim ou assado”, quais os motivos que me levaram a reagir “assado ou cozido” ....?
Podem crer que só atrapalha quando pensamos de mais...
Tanta incerteza... não só atrapalha como chateia ... uma verdadeira tranca ao coração ....
Cansa pensar e não me sentir mais direccionada por isso .... sentindo sp que ando à deriva ... de que adianta afinal tanta reflexão ?
Que bom deveria ser poder fechar os olhos e abri-los com a certeza de que tudo seria mais evidente...
Estas dúvidas, estas incertezas, estas saudades de não sei o quê nem de quem, estas inseguranças, esta vontade de deixar de pensar, ponderar, reflectir e simplesmente amar, deixar-me amar, no fundo deixar a vida acontecer-me ...
É um desassossego ..... uma canseira ... um verdadeiro tormento, eu contra mim, eu a favor de mim, eu a amar-me, eu a odiar-me, ‘tou farta d’eu!
Para quê pensar tanto, colocar-me tanta pergunta acerca do que sinto ou não por alguém, da razão porque agi “assim ou assado”, quais os motivos que me levaram a reagir “assado ou cozido” ....?
Podem crer que só atrapalha quando pensamos de mais...
Tanta incerteza... não só atrapalha como chateia ... uma verdadeira tranca ao coração ....
Cansa pensar e não me sentir mais direccionada por isso .... sentindo sp que ando à deriva ... de que adianta afinal tanta reflexão ?
Que bom deveria ser poder fechar os olhos e abri-los com a certeza de que tudo seria mais evidente...
Estas dúvidas, estas incertezas, estas saudades de não sei o quê nem de quem, estas inseguranças, esta vontade de deixar de pensar, ponderar, reflectir e simplesmente amar, deixar-me amar, no fundo deixar a vida acontecer-me ...
É um desassossego ..... uma canseira ... um verdadeiro tormento, eu contra mim, eu a favor de mim, eu a amar-me, eu a odiar-me, ‘tou farta d’eu!
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Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Lágrimas ocultas /Florbela Espanca
Lágrimas ocultas /Florbela Espanca





