quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A um pai perdido ...

Pai
Que falta que eu sinto do senhor.
Que falta que eu sinto dos abraços que nunca tive, dos beijos e carinhos que só pude imaginar …
Mesmo assim, eu sinto falta …. de quê ? nem sei ….
A minha vida é um caos, nada nela dá certo.
Sempre imagino que é desta que vou acertar, que vou construir o que nunca tive, mas sempre me desiludo, sempre me falta o que sempre faltou …. a confiança, a segurança, as certezas que se adquirem num afecto verdadeiro … E é nestas horas, de reflexão, de “olhar para trás”, de vontade de chorar, de vontade de “pedir colo”, que eu mais sinto a sua falta, a falta de tudo o que o senhor não quis me dar e nunca quis me explicar porquê …quem sabe eu até posso entender o porquê …

De qualquer forma nunca será fácil, quer eu opte por ser corajosa ou por ser cobarde ….

De qualquer forma também, nunca terei a certeza se estou a ser forte ou fraca, seja qual for a decisão que tomar ….

Olho para trás, bem por cima do ombro, desapercebidamente, e apercebo-me que, salvo honrosas e pequenas excepções, talvez voltasse a fazer tudo de novo, se para tal tivesse oportunidade.

É ridículo, porque dos meus fantásticos e maravilhosos sonhos de menina, dos meus idealísticos sonhos de adolescente, ou até mesmo dos meus práticos e concretos sonhos de pré adulta, poucos ou nenhuns realizei … porquê então repetir tudo ?

Não repetiria certamente se, caindo no vulgarismo, soubesse o que sei hoje. Mas que interesse teria o futuro se o adivinhássemos ?

Não, eu gosto de mim, gosto da minha maneira de ser, da minha maneira de encarar os outros, de ainda continuar a acreditar …

A desilusão surge quando se acredita demasiado que a velha teoria de “faz o bem, que ele volta tipo boomerang” é verdadeira e na prática se vem a verificar que se calhar não passa disso mesmo “uma teoria”.

Mas ke fazer, senão continuar em frente, cheia de esperança e de fé em mim e nos meus semlhantes ?

Tenho saudades ...

1 comentário:

Anónimo disse...

Desculpa todas aquelas coisas que eu digo de cabeça quente, eu sei que, apesar de pouco, sempre tenho qualquer coisinha... e que às vezes te magoo, que digo coisas insensatas, estúpidas mesmo...
Por isso te peço perdão; por todas as vezes que fui egocêntrica e que só pensei no meu problema, e não pensei na tua situação...
Olha, sei que não sou perfeita, mas eu juro-te que sou para ti, o meu melhor (por vezes um melhor um pouco mau)

Amo-te muito...