sábado, 23 de fevereiro de 2008


Eu sei ke nós, família, devemos estar preparados para o facto dele poder ter recaídas ao longo do tempo, e ke tal pode inclusive conduzir a um possível internamento hospitalar. Temos ke estar preparados para dar o apoio necessário se for caso disso, através de positivismo, comunicação, visitas, interesse em saber como vai a evolução da doença ... mas isto é td mto bonito na teoria, pq na prática é o pânico de voltar a passar por tudo outra vez, a agonia da perspectiva de o voltar a ver como o vimos há 3 anos atrás ... é o medo a instalar-se em todos nós.
Medo, por ignorância, do … “Ele poderá fazer mal a si ou às outras pessoas?”
Medo de enfrentar a gravidade da coisa e aí entramos em negação da gravidade… “Isso daqui a pouco passa”
Medo de nos distrairmos e subitamente ficamos incapazes de falar ou pensar noutra coisa que não seja a doença… “Toda a nossa vida gira em torno do nosso filho doente”
Isolamento … tipo não nos apetece ... nada, mm nada fazer qq tipo de programa
Constante busca de explicações… “Ele está assim porquê? algo ke fizemos? Algo ke ele fez ? ... ke aconteceu ?
E cá estamos nós, com medos, medos e medos ...
Já não sei onde, mas sei ke li algures ke a esperança é algo ke se adquire e ke se chega a ela pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Ke para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero, pq quando chegamos ao fim da noite, encontramos sp a aurora... ‘tou-me a agarrar a isto para seguir em frente ...

2 comentários:

Anónimo disse...

Eu sei que é dificil, e não sei o que te dizer para te aliviar, sinto contigo essa dor e queria aliviar-te, não sei como, mas gostava tanto... Adore-te!!! Tem calma, muita calma!!!

ahenriques disse...

só para ke saibas ke embora o eskeças poderás sempre kontar kmg kuando o desejares,seja ke precizes,para o ke for mana